O caminho para uma consulta, um exame ou uma cirurgia pelo Agora Tem Especialistas começa na rede local. A pessoa procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou o serviço do SUS que acompanha seu caso; quando há indicação, o pedido segue para a central de regulação municipal ou estadual.278
Nos fluxos oficiais consultados, não há inscrição do paciente em aplicativo ou cadastro federal do programa. O agendamento é feito pelas secretarias de saúde, segundo a fila regulada, os critérios locais e a oferta disponível em cada região. O atendimento pode ocorrer em um hospital ou uma clínica privada e permanece vinculado ao SUS e ao encaminhamento público.178
Quem pode ser chamado
Entram na seleção os pedidos registrados na rede que correspondem aos serviços pactuados naquela localidade. A posição na fila, os critérios de prioridade e o estabelecimento de destino são definidos pela regulação local. A presença de um hospital participante na cidade não estabelece prazo individual nem acesso automático a todos os procedimentos.238
No componente ambulatorial, as Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs) reúnem consulta, exames e outras etapas de uma mesma investigação. As seis áreas centrais são cardiologia, ginecologia, oftalmologia, oncologia, ortopedia e otorrinolaringologia. Estados e municípios organizam essa oferta em planos regionais, pactuados nas comissões intergestores.2
O cardápio pode ser mais amplo em outros componentes e contratos. Na rodada federal anunciada em 24 de julho de 2026, por exemplo, houve contratação de serviços de hemodiálise, diagnóstico por imagem, saúde da mulher, oncologia, oftalmologia e cirurgias. A oferta que chega ao paciente depende da demanda reconhecida pelo gestor, da capacidade contratada e dos procedimentos incluídos em cada acordo.35
Como hospitais e clínicas entram no programa
O Chamamento Público nº 1/2026 funciona em fluxo contínuo. Estabelecimentos privados, com ou sem fins lucrativos, apresentam cadastro e documentos ao Ministério da Saúde. Após o credenciamento, estados e municípios avaliam o que serve à sua fila e fazem a contratação local.3
Há também o componente de créditos financeiros. A Lei nº 15.233/2025 permite que hospitais privados e filantrópicos prestem os atendimentos aprovados e recebam créditos correspondentes. Esses valores podem ser usados nas condições legais para compensar tributos federais vencidos ou futuros. A lei fixou um limite nacional de R$ 2 bilhões por ano para esses créditos a partir de 2026.1
Um terceiro caminho envolve operadoras de planos de saúde. A adesão é voluntária e permite oferecer a rede própria ou conveniada ao SUS em troca do abatimento de dívidas de ressarcimento. No InvestSUS, a operadora informa o valor e os tipos de dívida que quer negociar; o Ministério analisa sua capacidade, a ANS confere requisitos e valores, e a operadora, o Ministério e o gestor local assinam o Termo de Execução do Plano de Trabalho. A ANS baixa a dívida após a certificação mensal dos serviços prestados pelo Fundo Nacional de Saúde4.
O que já está contratado e o que já foi realizado
Em nota publicada em 25 de julho, o Ministério informou 101 novos contratos, no valor de R$ 327,4 milhões. Desse montante, R$ 155,6 milhões eram de terapia renal substitutiva; a nota registrava 58 instituições de 20 estados habilitadas para atender pessoas com doença renal crônica. Os outros R$ 171,8 milhões correspondiam a serviços contratados com hospitais privados e filantrópicos de 12 estados. Com a rodada, o componente de créditos financeiros somava R$ 730,5 milhões em serviços contratados.5
Esses números registram contratos, não atendimentos concluídos. Em Belo Horizonte, um acordo assinado em 14 de agosto previa R$ 8,9 milhões para 1.476 procedimentos ao longo de um ano, incluindo cirurgias eletivas, nas áreas de cardiologia, ortopedia, cirurgia geral, ginecologia e oncologia6.
Outras frentes do programa já publicam produção realizada. Em 21 de agosto, o Ministério registrava 114 carretas em circulação, mais de 273 mil pessoas atendidas e 682 mil procedimentos feitos em saúde da mulher, oftalmologia e diagnóstico por imagem. Esse balanço pertence às unidades móveis e não deve ser somado aos contratos da rede privada.7
Até 26 de agosto de 2026, as páginas oficiais consultadas não apresentavam um total nacional comparável de procedimentos já concluídos especificamente por hospitais, clínicas e operadoras nos três mecanismos descritos acima. Habilitação, contrato assinado, previsão anual e atendimento realizado representam etapas diferentes.
O que varia de uma cidade para outra
A chegada da oferta depende da adesão do prestador, da pactuação entre gestores, da contratação e da compatibilidade com a fila regional. Municípios podem ter serviços e ritmos distintos mesmo dentro do mesmo estado.23
Para acompanhar um pedido, o ponto de contato continua sendo a UBS, o serviço solicitante ou a secretaria de saúde responsável pela regulação. Ao receber um chamado, confirme local, data e documentos exigidos. A participação de uma unidade privada amplia a capacidade disponível, sem criar um prazo nacional único para cada pessoa.278
Dados e atos verificados até 26 de agosto de 2026.
Este conteúdo é informativo e não substitui orientações oficiais do SUS nem avaliação profissional individual.
